Chapa com Valadares Filho de vice e Henri Clay para o Senado pode ser firmada

PSOL e PSB são dois dos principais partidos que formam a aliança nacional do PT para as próximas eleições. O objetivo é eleger Lula (PT) presidente. Em Sergipe, o alinhamento só tem uma trava em relação ao PSOL: o pedido é ter o ex-presidente da OAB/SE Henri Clay Andrade para o Senado.

Em São Paulo, Guilherme Boulos (PSOL) desistiu da disputa para o governo num acordão com Lula. O petista apoiará o psolista para deputado federal em outubro e em 2024 para prefeito da capital paulista. Com isso, um alinhamento pode ser feito também em Sergipe. No entanto, Rogério Carvalho (PT), que resistia a princípio, agora mudou de posição por não ter um nome a altura do jurista e está esbarrando na rejeição dos membros do PSOL-SE, que desejam ter candidatura própria ao Governo do Estado.

Há uma divisão dentro do partido. Uns desejam Henri Clay como o senador de Rogério e Lula, outros querem Henri Clay ou Iran Barbosa (PSOL) para o governo. No entanto, o deputado estadual tem preferência por disputar apenas a reeleição.

Com essa falha demora do PT Sergipe, ganhou força dentro do PSOL o projeto de candidaturas independentes. Os candidatos do partido obtiveram, em Aracaju, mais votos que o PT nas últimas eleições municipais, em 2020. Já em 2018, Henri Clay teve votação superior a de Rogério na capital, na corrida pelo senado.

A preocupação dos petistas é que ocorra uma divisão que prejudique a tentativa do PT voltar ao comando do governo, já que as duas siglas disputam o mesmo eleitor.