Desde a criação do cargo, a suplente Tânia Soares (PCdoB) foi a única mulher a ocupar cadeira
Em 2022, a pós-graduada em Marketing, Recursos Humanos e Logística Suely Ouro voltou à corrida eleitoral pela terceira vez. Neste ano, a pré-candidata concorre à Câmara dos Deputados como representante do Partido Social Democrático (PSD).
Incentivada pelo marido Rosman Pereira, figura conhecida do cenário político aracajuano, Suely abraça causas como educação infantil e representativa feminina como carro chefe da atual campanha.
“Quando me perguntam as razões pelas quais não me candidato primeiro para deputada estadual e depois federal, eu explico que meu objetivo não é construir uma carreira política, mas transformar a vida das pessoas. Eu quero ajudar mães ao criar vagas em escolas para seus filhos, quero incentivar a capacitação e valorização dos professores, a fim de oferecer uma boa educação às crianças, e quero ser um exemplo para que mais mulheres sergipanas entrem na política”, afirma a candidata.
Suely conta que se compadecia com a situação dos pais e professores da educação primária desde o início de sua atuação profissional nas escolas do estado.
“Sabemos que a elite das autoridades recebe diversos auxílios. Enquanto isso, a população fica à mercê de uma educação deficitária. O Plano Nacional de Educação (PNE), por exemplo, serve como base para monitorar e desenvolver o ensino, mas faltam iniciativas concretas para cumprir os objetivos previstos”, explica.
A candidata lembra do momento em que as pessoas duvidaram de sua capacidade quando atuava no Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (PETI).
“Naquela época, eu trabalhava com uma kombi e tinha gente que dizia ‘você acha que resolvendo um problema ou outro vai mudar o mundo?’. Para esses, eu falava que, apesar de não conseguir tirar todas as crianças da rua ou conter a evasão escolar, eu poderia fazer a minha parte cuidando daquelas às quais eu tinha acesso”.
Mudança de partido e representatividade feminina

Durante a campanha como candidata a vereadora em 2016 e à deputada federal em 2018, Suely representou o Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB). Embora tenha sido acolhida pela liderança nacional, ela afirma não ter recebido apoio dos políticos regionais, o que impossibilitava a concretização de seus projetos.
“Eu sonhava em ir além das palestras e visitas que fazia aos municípios como parte da diretoria executiva. É preciso ter apoio dos líderes locais para desenvolver projetos, mas essa não era a minha realidade. Então, apesar do acolhimento, resolvi mudar de partido. Hoje, no Partido Social Democrático (PSD) trabalho com pessoas de bem, comprometidas com Sergipe e que apoiam meus ideais”, afirma.
Sobre a disputa de votos com candidatos amplamente conhecidos no estado, Suely diz que não se sente intimidada, mas estimulada a dar o seu melhor. “Posso não estar em pé de igualdade, isso é natural, mas eu sou uma pessoa forte. Tudo que um dia sonhei, eu já concretizei. Então, é nessas minhas vitórias, no acolhimento dos meus amigos e incentivo do meu marido que busco força e energia para permanecer nessa corrida”, ressalta.
Para além de uma vitória pessoal, a candidata destaca que sua candidatura é um incentivo à inserção de outras mulheres na política. “Eu não quero apenas ser a primeira mulher eleita como deputada federal, quero estar ao lado das mulheres sergipanas. Ao atuar na arena decisória da Câmara, espero inspirar essas mulheres, pois nossa participação é crucial para o desenvolvimento da política sergipana”, conclui a candidata.
No dia 9 de junho, no espaço Cofee Vida, em Aracaju, Suely lançará oficialmente a pré-candidatura ao cargo de deputada federal. Na ocasião, receberá membros do partido, amigos e apoiadores de sua campanha.

