Emprego: parceria entre Maratá e Prefeitura deve ser responsável por injetar mais de R$ 2 milhões em salários mensalmente para famílias do município

O projeto está agendado para votação essa semana na Câmara Municipal.

O Grupo Maratá, com mais de 50 anos de atuação no mercado, está prestes a realizar uma permuta que tem o potencial de impulsionar ainda mais a economia de Lagarto, onde desempenha um papel crucial como gerador de emprego e renda.

A proposta envolve a disponibilização pelo grupo de uma extensa área, abrangendo a localização atual da Faculdade Dom Pedro, Colégio Libertar, antigo Cjav e antiga Faculdade José Augusto Vieira, para a Prefeitura de Lagarto. Nesse espaço, seria estabelecido o Centro Administrativo da gestão que, em contrapartida, cederia ao Maratá o terreno do antigo parque de exposição.

Neste terreno, o grupo planeja a construção de um grande hipermercado e um amplo shopping popular, projetados para fomentar o desenvolvimento local. Estima-se que esses empreendimentos proporcionarão 1.500 empregos diretos, com um impacto mensal de mais de R$ 2 milhões na economia lagartense. Além disso, a prefeitura de Lagarto poderá economizar aproximadamente R$4,5 milhões anualmente em aluguéis, transporte e suporte.

O projeto aguarda votação na Câmara Municipal, que já organizou uma audiência pública para a terça-feira, 14, para discutir o assunto. Até o momento, cinco dos 17 parlamentares expressaram oposição, principalmente aliados de Sérgio Reis (PSD).

Na gestão do ex-prefeito Jerônimo Reis, José Augusto Vieira teria tentado levar um Gasoduto para Lagarto para manter a fábrica de café na cidade. No entanto, sem o apoio da prefeitura, a iniciativa migrou para Itaporanga. Essa decisão resultou em cobranças da população sobre os Reis, já que impactou negativamente na geração de empregos no município, forçando os lagartenses a se deslocarem entre cidades para trabalhar, quando a solução poderia ter sido mais facilitada.

Agora, no contexto da permuta, inicialmente os Reis buscaram mobilizar a população contra a proposta, mas circulam informações nessa segunda-feira, 13, que eles recuaram após ver a mudança na opinião pública, que prefere a geração de emprego e renda do que um espaço abandonado, conforme denominam.