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Menor município de Sergipe, General Maynard chama atenção com gastos milionários com combustível e consultoria

Inúmeras despesas com serviços advocatícios acionam um alerta em virtude dos altos valores que foram pagos
Quarta menor cidade de Sergipe populacionalmente, com cerca de 3.500 habitantes, e menor município do estado, General Maynard tem apresentado um quadro de estranheza desproporcional em relação às contas municipais. Os gastos milionários da gestão do prefeito Valmir de Nira (PSD) com relação a combustível e despesas com escritório de advocacia, além da questão dos royalties, levantam suspeitas graves sobre a gerência dos recursos públicos de um município de dimensões tão pequenas e que apresenta desproporcionalidade nas movimentações financeiras.
Ao analisar os dados contratuais através do Portal da Transparência, verifica-se que a Prefeitura de General Maynard repassou a uma única empresa que fornece combustível quase R$ 1 milhão de reais em 2021, para o abastecimento da frota municipal de veículos. O valor é questionado quando comparado ao número de carros à disposição do município.
Em razão dos indícios de irregularidade, o repórter local Edirani dos Santos, chegou a apresentar um requerimento em dezembro do ano passado, por meio da Lei de Acesso à Informação, solicitando informações detalhadas à prefeitura sobre os pagamentos realizados ao estabelecimento fornecedor de combustível, bem como dados sobre quantidade de veículos e quilometragem, porém a Administração Municipal não prestou esclarecimentos acerca do que foi requerido.
Além da despesa com veículos, a Prefeitura Municipal também apresenta vários repasses para prestadores de serviços de consultoria advocatícia. Só em dezembro de 2021, a prefeitura gastou aproximadamente R$ 200 mil com um único escritório. O sinal de alerta é acionado a partir de vários pagamentos de serviços advocatícios que foram registrados: se tratam de contratos com advogado, empresa de advocacia e consultoria, que juntos somam a quantia de R$ 2.040.400 (Dois milhões, quarenta mil e quatrocentos reais) despendida ano passado. Em um dos contratos, 50 mil foram revertidos para um outro estabelecimento advocatício.
Outras suspeitas
Para além dessas movimentações suspeitas, a questão dos royalties em General produz várias indagações por parte de autoridades, da imprensa e da população. No período entre 2017 e 2021, a cidade recebeu o montante de R$ 18.371,978,47 milhões dessa fonte, porém, em contrapartida, a deficiência de serviços públicos básicos e quase inexistência de obras estruturantes dentro da cidade têm gerado estranheza e dúvidas sobre como a gestão do prefeito Valmir de Nira vem aplicando esses recursos públicos dentro do município.
Todos esses índices, levando em consideração as dimensões e demandas da cidade que é a quarta menor de Sergipe, suscitam concreta suspeita sobre a dinâmica financeira e a gestão dos recursos públicos locais.