O avanço do projeto Sergipe Águas Profundas (Seap) e a crescente movimentação em torno da exploração offshore colocam Sergipe cada vez mais no centro do futuro energético brasileiro. Nesta semana, a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico e da Ciência e Tecnologia (Sedetec) representou o Governo de Sergipe no FPSO Expo 2026, realizado no Rio de Janeiro, evento que reúne os principais nomes da indústria mundial de petróleo e gás para discutir os rumos da produção em águas profundas.
A participação sergipana ocorreu em um momento estratégico para o estado, especialmente após a Petrobras consolidar a decisão final de investimentos do Seap I e avançar também no módulo Seap II, reforçando a Bacia Sergipe-Alagoas como uma das principais apostas da estatal para os próximos anos. O projeto prevê investimentos superiores a R$ 60 bilhões e a produção de mais de 1 bilhão de barris de óleo equivalente ao longo da operação.
No centro dessa estrutura estarão os FPSOs, plataformas flutuantes de produção, armazenamento e transferência de petróleo e gás que serão utilizadas pela Petrobras no projeto. As unidades P-81 e P-87, que serão construídas pela SBM Offshore, terão capacidade conjunta para produzir até 240 mil barris de óleo por dia e processar 22 milhões de metros cúbicos de gás natural diariamente. A previsão é que a produção de óleo tenha início em 2030, enquanto a exportação de gás deve começar em 2031.
O secretário da Sedetec, Valmor Barbosa, destacou que Sergipe já ocupa posição estratégica dentro do novo ciclo de expansão energética nacional. Segundo ele, a expectativa é que entre 14 e 20 novos FPSOs entrem em operação no Brasil na próxima década, cenário em que Sergipe aparece como peça central devido ao avanço das contratações das plataformas que irão operar no Seap.
Além das plataformas, o empreendimento também prevê a implantação de uma gigantesca infraestrutura submarina e terrestre, incluindo 32 poços, equipamentos submarinos e um gasoduto de aproximadamente 134 quilômetros de extensão. Parte das licitações para equipamentos já está em andamento, enquanto novas etapas de contratação devem ser iniciadas ainda em 2026.
Nos bastidores, o avanço do Seap é tratado por integrantes do setor energético como um dos maiores projetos estruturantes da história recente de Sergipe, com potencial de transformar profundamente a economia estadual, gerar empregos em larga escala e consolidar o estado como uma das principais fronteiras energéticas do Brasil nas próximas décadas.

